MATÉRIA DA RÁDIO E DO JORNAL DA USP
Leon Lederman trouxe avanços para estudo de partículas elementares
Físico premiado com o Nobel em 1988 também exerceu grande liderança na comunidade científica

Nos anos 1950, Lederman dedicou-se a estudar os múons (partículas elementares semelhantes aos elétrons, mas com massa muito maior) e, juntamente com outros dois colegas, publicou um trabalho em 1957 em que observou a quebra da simetria de paridade no interior dos núcleos atômicos. “Em colaboração com Schwartz e Steinberger, Lederman produziu em 1962, num acelerador no laboratório nacional de Brookhaven, um feixe de neutrinos (uma partícula subatômica “fantasma”, que interage muito fracamente com outras partículas e com massa extremamente reduzida)”, conta Nussenzveig. “Os neutrinos que eles geraram levavam a processos diferentes daqueles observados no decaimento beta (em que neutrinos foram descobertos). Eles haviam descoberto um tipo diferente de neutrino, o neutrino do múon, o que lhes rendeu o Prêmio Nobel. Anos mais tarde, no Fermilab (na época, o maior acelerador de partículas do mundo), Lederman ainda lideraria a descoberta do quark b (bottom).”
Leon Lederman exerceu grande liderança na comunidade científica. “Ele presidiu a Associação Americana para o Avanço das Ciências (AAAS) e foi diretor de grandes laboratórios. Ele dirigiu o Fermilab, entre 1978 e 1989, quando se aposentou, tendo sido o principal responsável pela construção do Tevatron, o maior acelerador de partículas da época”, relata o físico. “Ilustrando as dificuldades da cobertura de seguro saúde nos Estados Unidos, sua medalha Nobel foi leiloada em 2015, por US$ 765 mil, para dar conta de suas despesas médicas.”
Ouça no link abaixo a íntegra da coluna Ciência e Cientista:
https://jornal.usp.br/atualidades/leon-lederman-trouxe-avancos-para-estu...